Dia 31 de Agosto de 2008.

Naquele domingo, enquanto o despertador soava, imaginava o quanto teria que me esforçar para conseguir um bom resultado na corrida de orientação que participaria logo a pouco.
Levantei lentamente, olhei para o espelho e me espreguicei. Não há coisa melhor a fazer ao acordar cedo pela manhã.
Fiz minha leitura e oração matinal, tomei um esperto banho e me arrumei para a corrida. Vesti uma calça e uma camiseta bem leves e um tênis de molas branco. Antes de sair de casa preparei uma garrafinha cheia de água para garantir minha hidratação. Em direção ao destino senti uma certa ansiedade.
Chegando ao local da prova; qual não foi a minha surpresa. Vários conhecidos estavam presentes; com muitos eu não falava há muito tempo. Fui cumprimentada por alguns deles. Aquilo foi muito bom para quebrar minha tensão no momento. Finalmente chegou a hora de recebermos os números individuais de corrida e os cartões contendo o mapa do local.
Não havia levado minha bússola; por isso tive que apelar para a minha sorte e para o meu deficiente senso de direção. Os atletas eram "liberados" para iniciar a prova de 7 em 7 minutos. Chegando minha vez resolvi, de sopetão, seguir os outros atletas de diferentes categorias que iriam partir junto comigo. Fui os seguindo sem ter o cuidado de perceber que eles possuíam um mapa diferente do meu. Ao notar que o primeiro ponto (prisma) deles não era igual, entrei em um "quase desespero". Parei, respirei fundo, me concentrei e analisei o mapa. Segundo os meus cálculos, o meu prisma estava localizado a uns 30 metros dali. Segui em direção a ele e confesso que senti dificuldade em encontra-lo. Essa cena se repetiu por várias vezes. Em alguns momentos desistia de prismas pela dificuldade em encontra-los. Conclui que poderia procura-los depois. O meu tênis, que tinha chegado branquinho, agora estava marrom de lama e todo molhado. Não podia desistir. De 17 prismas faltavam 4 somente.
O sol estava fritando minha pele. O calor era insuportável. Haaa um copo d'agua- eu pensava.
Corria...andava..corria...andava.... A meta parecia impossível. Foi quando avistei um posto de distribuição de água. Vi dois rapazes ao lado de uma caixa de isopor conversando.Um distribuía sacos plásticos cheios do precioso líquido e outro, com uma máquina fotográfica em punhos, registrava a passagem dos corredores pelo local. Parei, pedi um saco e aproveitei para perguntar por onde deveria seguir e também relatei minha aflição. Tentei ser ao máximo cortês para ver se conseguia alguma pista. O RAPAZ DA MÁQUINA FOTOGRÁFICA, meio relutante e desconsertado com a minha insistência, resolveu me ajudar. Seguimos caminho. Em poucos minutos estávamos exaustos. Ao descer por um barranco pedi pra que ele ficasse me esperando em cima e fizesse o favor de não me fotografar naquele momento deplorável. O prisma não estava no barranco e, ao voltar, escorreguei e quase me estatelei no chão, não fossem suas mãos para me acudir.
No caminho conversávamos e perguntei a ele o que ele fazia ali; respondeu que seu pai fazia parte da organização do evento, mas confessou que não gostava muito desse tipo de esporte e que estava lá somente para ver se conseguia alguma boa fotografia. Logo percebi que ele era um amante de fotos. Andamos e andamos... achamos alguns prismas e finalmente fomos em busca do último prisma: o prisma 2 que eu tinha deixado para trás havia muito tempo.
Havia terminantemente desistido de procura-lo e, além do mais, estava sem fôlego algum. Perguntei se ele não queria procurar para mim. Ele, com um sorriso malicioso no rosto, disse seria muito fácil para ele. A câmera fotográfica ficou em minhas mãos e por alguns momentos fiquei a analisa-la.
Passados alguns minutos ele voltou, cansado, com o cartão completo.
Corri em direção ao local de chegada e entreguei as respostas. Agora eu podia me jogar no chão e descansar o merecido descanso!!!
Esperei o resultado que parecia não vir; não via a hora de chegar em casa e comer uma refeição de "peão". Quando, finalmente... o resultado: Renata Marinho - 2 Lugar. Que felicidade. O esforço tinha valido a pena!
Subi no pódio enquanto algumas fotos eram tiradas; Não notei mais a presença do jovem fotógrafo lá; afinal, estava mais preocupada em comemorar minha vitória.
* Aquela foi a primeira vez que vi aquele que é hoje a minha paixão, o futuro pai dos meus lindos filhotes. Nossos primeiros olhares e nossa primeira conversa, mesmo que sem nenhum interesse a mais, havia sido memorável.
Hoje fazemos um ano de "conhecidos" e quero registrar aqui a nossa SAGA e minha admiração pelo meu nobre namorado.
Felicidades para nós!

Naquele domingo, enquanto o despertador soava, imaginava o quanto teria que me esforçar para conseguir um bom resultado na corrida de orientação que participaria logo a pouco.
Levantei lentamente, olhei para o espelho e me espreguicei. Não há coisa melhor a fazer ao acordar cedo pela manhã.
Fiz minha leitura e oração matinal, tomei um esperto banho e me arrumei para a corrida. Vesti uma calça e uma camiseta bem leves e um tênis de molas branco. Antes de sair de casa preparei uma garrafinha cheia de água para garantir minha hidratação. Em direção ao destino senti uma certa ansiedade.
Chegando ao local da prova; qual não foi a minha surpresa. Vários conhecidos estavam presentes; com muitos eu não falava há muito tempo. Fui cumprimentada por alguns deles. Aquilo foi muito bom para quebrar minha tensão no momento. Finalmente chegou a hora de recebermos os números individuais de corrida e os cartões contendo o mapa do local.
Não havia levado minha bússola; por isso tive que apelar para a minha sorte e para o meu deficiente senso de direção. Os atletas eram "liberados" para iniciar a prova de 7 em 7 minutos. Chegando minha vez resolvi, de sopetão, seguir os outros atletas de diferentes categorias que iriam partir junto comigo. Fui os seguindo sem ter o cuidado de perceber que eles possuíam um mapa diferente do meu. Ao notar que o primeiro ponto (prisma) deles não era igual, entrei em um "quase desespero". Parei, respirei fundo, me concentrei e analisei o mapa. Segundo os meus cálculos, o meu prisma estava localizado a uns 30 metros dali. Segui em direção a ele e confesso que senti dificuldade em encontra-lo. Essa cena se repetiu por várias vezes. Em alguns momentos desistia de prismas pela dificuldade em encontra-los. Conclui que poderia procura-los depois. O meu tênis, que tinha chegado branquinho, agora estava marrom de lama e todo molhado. Não podia desistir. De 17 prismas faltavam 4 somente.
O sol estava fritando minha pele. O calor era insuportável. Haaa um copo d'agua- eu pensava.
Corria...andava..corria...andava.... A meta parecia impossível. Foi quando avistei um posto de distribuição de água. Vi dois rapazes ao lado de uma caixa de isopor conversando.Um distribuía sacos plásticos cheios do precioso líquido e outro, com uma máquina fotográfica em punhos, registrava a passagem dos corredores pelo local. Parei, pedi um saco e aproveitei para perguntar por onde deveria seguir e também relatei minha aflição. Tentei ser ao máximo cortês para ver se conseguia alguma pista. O RAPAZ DA MÁQUINA FOTOGRÁFICA, meio relutante e desconsertado com a minha insistência, resolveu me ajudar. Seguimos caminho. Em poucos minutos estávamos exaustos. Ao descer por um barranco pedi pra que ele ficasse me esperando em cima e fizesse o favor de não me fotografar naquele momento deplorável. O prisma não estava no barranco e, ao voltar, escorreguei e quase me estatelei no chão, não fossem suas mãos para me acudir.
No caminho conversávamos e perguntei a ele o que ele fazia ali; respondeu que seu pai fazia parte da organização do evento, mas confessou que não gostava muito desse tipo de esporte e que estava lá somente para ver se conseguia alguma boa fotografia. Logo percebi que ele era um amante de fotos. Andamos e andamos... achamos alguns prismas e finalmente fomos em busca do último prisma: o prisma 2 que eu tinha deixado para trás havia muito tempo.
Havia terminantemente desistido de procura-lo e, além do mais, estava sem fôlego algum. Perguntei se ele não queria procurar para mim. Ele, com um sorriso malicioso no rosto, disse seria muito fácil para ele. A câmera fotográfica ficou em minhas mãos e por alguns momentos fiquei a analisa-la.
Passados alguns minutos ele voltou, cansado, com o cartão completo.
Corri em direção ao local de chegada e entreguei as respostas. Agora eu podia me jogar no chão e descansar o merecido descanso!!!
Esperei o resultado que parecia não vir; não via a hora de chegar em casa e comer uma refeição de "peão". Quando, finalmente... o resultado: Renata Marinho - 2 Lugar. Que felicidade. O esforço tinha valido a pena!
Subi no pódio enquanto algumas fotos eram tiradas; Não notei mais a presença do jovem fotógrafo lá; afinal, estava mais preocupada em comemorar minha vitória.
* Aquela foi a primeira vez que vi aquele que é hoje a minha paixão, o futuro pai dos meus lindos filhotes. Nossos primeiros olhares e nossa primeira conversa, mesmo que sem nenhum interesse a mais, havia sido memorável.
Hoje fazemos um ano de "conhecidos" e quero registrar aqui a nossa SAGA e minha admiração pelo meu nobre namorado.
Felicidades para nós!